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Aqui não se fala dos conceitos de Lacan e a palavra lugar deve ser pensada em sua definição matemática

A ciência do palavrão

Quando comecei a escrever este post esbarrei nessa puta foto e nesse título poderoso. Mas eu queria focalizar apenas uma peculiaridade do assunto, mais exatamente o que se entende por palavrão no nordeste , particularmente em Pernambuco.
Certa vez ouvi a um alopradinho dizer, muito revoltado: "Bubônica! Gota serena!", sendo energicamente censurado por sua mãe: "Pare de falar nomes, menino!"
De um modo geral as palavras relacionadas com calamidades que afetam a saúde não são bem-vistas pelos nordestinos, mas que sempre as empregam quando estão irritados: - "Oh, praga da 'muléstia'!"
Existe uma outra palavrinha que nem no sul-maravilha é admirada. Trata-se de "desgraça". Muitos a evitam do mesmo modo que evitam falar em azar. Preferem dizer falta de sorte.

E não é que o Lula abriu sua caixa de ferramentas? Primeiro falando dos gastos nos cartões corporativos e desviando o assunto: "Pra que alguém quer saber onde moram meus seguranças? Aí fica mais fácil para alguém fazer a "desgraça"", ou seja, dar-lhe um sacode. Só que para um terrorista mal-intencionado pouco se lhe dá saber ou não o roteiro da mercearia.
E agora, na euforia do crescimento do PIB (alguém me informa qual o PIB do Haiti?), segundo alguns na esteira do incentivo ao consumo financiado a longo prazo, ele mostrou alguma preocupação com o excesso desse consumo para que não haja "a volta da velha desgraça", referindo-se à inflação.

É o Lula exercendo a ciência do palavrão.
Para quem a moça da foto está mandando o VTNC? Não faço a menor idéia!

11 comments:

15 de março de 2008 17:56 Lerdo em Surtar disse...

Essa moça na foto abusa da ciência do dedão, ou da consciência do dedão, haja vista a desenvoltura (inclusive no sentido ósseo). Um nativo dos rincões nordestinos perguntaria logo se deu nela uma tal "peste bubônica".

15 de março de 2008 23:55 Mara* disse...

palavrão é terapia.faço uso dele apenas quando ultrapassado o limite do suportável e quando acontece não tem coisa melhor do que um sonoro 'vá tomar no fiofó!'.

abomino o 'lazarento'


beijão

16 de março de 2008 12:32 Adao Braga disse...

"A mão da desgraça, já tirou a desgraça, que eu coloquei sobre a desgraça da mesa."

Frase típica de meu sogro quando tá irritado!

Eu já aprendi a usar dentro do contexto correto!

16 de março de 2008 19:43 Ricardo Rayol disse...

Crescimento desestruturado dá nisso. Aqui no sul maravilha a coisa está apertando.

16 de março de 2008 22:25 Belcrivelli disse...

Quando eu estava na 5ª ou 6ª série, havia uma menina que sempre xingava os outros de estrôncio. Os meninos ficavam furiosos. Até que, numa aula de química, o xingamento perdeu a graça...

17 de março de 2008 03:14 New disse...

O Lula ama palavrões e isso já é sabido por todos. Enfim... é o próprio.
bjs.

18 de março de 2008 19:35 luma disse...

Tento me acostumar com os palavrões, não gosto! Mas quando estou por um fio, não é a palavra e sim o desabafo que lhe dá significado. Beijus

18 de março de 2008 23:38 Mara* disse...

CADÊ TU?....ÔCHE!!!! TÁ DOIDO EM SUMIR ASSIM?

19 de março de 2008 09:35 requeri disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
19 de março de 2008 09:53 requeri disse...

adoooooooooro palavrão!!! nos bons e nos péssimos momentos ... quem não gosta de escutar, que saia de perto ... objeto da minha melhor diversão, a palavra, padece com os joguinhos pra injuriar os hipócritas ... lesma lerda assusta ...
voltando da escola, em bando, a gritaria era inevitável. adolescente gosta de gritar e de escandalizar, eu gosto até hoje ... rs ... santa piroqueta era o nosso dueto de vocábulos preferido, às vezes, em uníssono ... um dia um namorado me contou que parte do corpo a tal santa protegia ... foi o que bastou! passei a evocar a santa de nome esquisito e erótico, com muito mais fervor ...
beijo ... sumido.

20 de março de 2008 23:27 Baby disse...

A questão do palavrão no nordeste, principalmente aqui na minha região, é que chamr desgraça atrai desgraça, minha mãe sempre censura quem fala desgraça rs, mas o peste sai tão naturalmente quanto a porra em qualquer boca de qualquer região brasileira, literalmente, se é q me entende, por isso, a questão do palavrão tb demarca, cria estereótipos regionais, e atire a primeira pedra aquele q em acesso de raiva não mandou um PIMPIMPIMPIM (censurado tá???) hahahahhaahm beijos e adoro seu blog

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