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Aqui não se fala dos conceitos de Lacan e a palavra lugar deve ser pensada em sua definição matemática

Sabedoria é sabedoria

É provável que alguns de vocês já conheçam este texto sobre A Sabedoria do Rei Salomão. Não posso fazer nada. Sou pela maioria ignara.
Arqueólogos da Universidade de Jerusalém descobriram em Megido uma pedra de basalto com uma inscrição antiga referente ao rei Salomão. Eis a tradução de parte do texto:
(...) Então as duas mulheres agarraram o jovem, se dirigiram ao rei, e se puseram diante dele. E disseram-lhe as mulheres:
- Ah, meu senhor! Somos viúvas e moramos na mesma casa, e temos, cada uma, uma filha. Ora, este jovem mancebo enamorou-se de nossas filhas e, sem que a outra soubesse, prometeu casar-se com cada uma delas.' ... Assim falaram perante o rei.
Então disse o rei:
- Tragam-me uma espada!
E trouxeram uma espada diante dele.
E disse o rei:
- Dividam em duas partes o jovem, e dêem a metade a uma e metade à outra!
Mas uma mulher clamou e disse:
- Ah, meu senhor! Dê à filha de minha companheira o jovem, e de modo nenhum derrame sangue!
A outra, porém, disse:
- Cortem-no ao meio!
Respondeu, então, o rei:
- Que o jovem se case com a filha desta segunda mulher.
Disseram então os conselheiros do rei:
- Ó rei... Mas ela quer que ele seja cortado ao meio!
Respondeu o rei:
- Isto prova que ela é a verdadeira sogra!
Então todos admiraram a sabedoria do rei Salomão...

1 comments:

18 de junho de 2008 às 22:03 Anônimo disse...

Cabe aqui uma análise quanto a podermos - ou não - conferir a credibilidade reclamada por esse achado arqueológico.
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1) Trata-se da Universidade de Jerusalém. Isso significa que os responsáveis não comprariam uma briga com o Vaticano à toa, já que a apresentação de algo que desafiasse os escritos canônicos - e não tivesse base científica - levaria ao corte dos subsídios – esses que o Papa providencia religiosamente todo ano para que não faltem àquela instituição.

2) A pedra encontrada com a inscrição é de basalto. Precisa dizer mais? Ba-sal-to. Nada daquela ficção de uma tal kryptonita.

3) O lugar: Megido. Ou seja: não Moscou ou Brasília. Mas, nada mais e nada menos que Me-gi-do.

4) O conflito narrado envolve sogras. Existe algo mais antigo e universal do que isso? Ou será que poderia existir um rei mais credenciado do que Salomão, para julgar o caso, dada a infindável quantidade de sogras que ele colecionou compulsoriamente ao longo de sua vida “útil”...???

5) A decisão final, qualquer que fosse, resultaria em um monte de puxa-sacos elogiando a grande sabedoria do rei (vide o post do Luiz Lailo intitulado “tem bobo pra tudo”). Existe algo mais parecido com a vida real do que isso?

6) A pedra de basalto, conforme encontrada por esses arqueólogos, não estava inteira!!! E ocorre que a outra parte dela (bem menorzinha) está em poder de especialistas da Hector Hereeye Foundation, sendo exatamente nesse fragmento que está revelado o nome da moça que ficou sobrando dessa história e virou mais uma escrava-amante do rei Salomão...!

Fonte: Manuscritos KIMIN TIRAKI LO- ORO TABOA

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