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Aqui não se fala dos conceitos de Lacan e a palavra lugar deve ser pensada em sua definição matemática

José Alencar foi ao Senado

O Presidente da República em exercício, José Alencar, foi hoje ao Senado para demonstrar a disposição do governo em negociar a prorrogação da CPMF. Segundo ele, o governo não faz ameaças e, seguindo o estilo Lula, disse que nunca houve um governo tão respeitador e democrata como tem sido o governo Lula. "É por isso que estamos aqui para dialogar com o Senado; não viemos para impor nem para ameaçar", afirmou.

Aos líderes dos partidos o Planalto ofereceu a desoneração de impostos e a redução da alíquota da CPMF em troca da continuidade da cobrança.

José Agripino Maia (DEM-RN) disse que gato escaldado tem medo de água fria e que o país não vai quebrar se a CPMF acabar.
Arthur Virgílio (PSDB-AM) foi mais enfático: "O PSDB não vai cair duas vezes no mesmo conto. Você cai no conto uma vez. Já caímos uma vez. Se quiserem demonstrar boa vontade já provam hoje na Câmara, se quiserem: a PEC que foi acerto do Senado com o governo, acerto que não foi cumprido, que não foi honrado".

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, também estava presente e afirmou que o Ministério da Saúde fecha se não tiver CPMF ano que vem.

Agora me digam vocês, quando é que o dinheiro da CPMF foi usado para a Saúde? E eu não entendo porque o Lula na última campanha eleitoral dizia na televisão que a Saúde no Brasil estava quase perfeita. Estaria mentindo? Era apenas sua bravata habitual?
Talvez a necessidade de dinheiro seja para o seu "choque de gestão": contratar, contratar, gastar, inventar ministérios inúteis como esse do companheiro Mangabeira. E encher os porões do país com companheiros bem remunerados.

3 comments:

18 de outubro de 2007 14:08 Mara* disse...

Sinceramente Luiz, existem algumas coisas muito piores do que a cobrança do CPMF. As igrejas, sem distinção, são isentas de impostos, elas não pagam imposto de renda sobre o valor obtido com doações, o imposto deve ser apenas declarado. Em São Paulo, as igrejas também são isentas do IPVA, do IPTU, do ISS pelas suas atividades ou de pessoas que trabalham nele, e do ICMS sobre produtos adquiridos. As igrejas estão organizadas como empresas, coletando valores milionários em troca de todo tipo de promessa fajuta, transferindo todo dízimo para paraísos fiscais, são registradas como entidades filantrópicas, pilantrópicas melhor dizendo, e sem fins lucrativos, e não pagam impostos? Infelizmente é legal, mas imoral. Não sei se devido ao CPMF ou não, mas aqui, como em qualquer cidade do interior, mesmo nas grandes metrópoles como Campinas, o SUS funciona. Eu sei do que estou falando, eu dependo dele e muito. Diferentemente do que é mostrado na televisão, aqui não temos filas e abandono, tudo é muito organizado e limpo, com dia e hora marcados, tanto para a consulta como para exames clínicos, e os funcionários dão um banho de competência em qualquer clínica que atenda aqueles que pagam valores absurdos por um convênio médico. Arthur Virgílio é um fanfarrão, será que ele foi tão valentão com o filho quando foi preso fazendo gestos obcenos numa avenida movimentada? Lembro também da sua declaração de que já usou caixa 2 para a sua campanha. José Agripino Maia, no passado, foi autor de um projeto que beneficiaria sua família, recebida a bufunfa governamental, o projeto não saiu do papel. A ética que ostentam não fica de pé um segundo.

18 de outubro de 2007 14:45 Luiz Lailo disse...

A religião é um capítulo à parte. Não faço idéia de quantos compõem a bancada evangélica. Sei que começa com José Alencar, o vice presidente da República, e continua com o prestigiado senador Crivella. Quem vai mexer com eles?

Fico feliz em saber que a Saúde funciona muito bem em sua cidade. Aqui em Nilópolis temos dois hospitais. O municipal funciona a contento para pequenos problemas. Se você quebrar uma perna ou um braço, pode ir procurar em outra freguesia. O outro hospital acho que é estadual. Preciso visitá-lo, não como doente, felizmente, mas para exercer minhas obrigações de cidadão.
O Temporão não falou que, sem a CPMF, a Saúde acaba? Será a realidade ou apenas uma ameaça?

Quanto ao Arthur Virgílio, quem não tiver pecado que atire a primeira pedra. E é uma questão de política. Quem vai querer dar vantagem ao adversário?

18 de outubro de 2007 15:31 Mara* disse...

Pois é, veremos como se comportarão os donos da verdade, e das pedras, no próximo mandato, que provavelmente será de Serra. No do doutor honoris causa tivemos o Brindeiro, o engavetador, que provavelmente será reconduzido ao cargo, e tudo será como dantes no quartel de Abrantes, afinal é uma questão de política.

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